Está no YouTube o vídeo do Projeto Mato Grosso Sustentável e Democrático - MTSD, produzido durante o seminário realizado em agosto de 2007 em Alta Floresta.
Com 04 minutos e 48 segundos, o vídeo foi produzido pelo Ponto de Cultura Norte de Mato Grosso - PC Nortão e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lucas do Rio Verde. A produção contou com recursos do Centro de Apoio Socio Ambiental - CASA.
Tropa de Elite
Agora que todo mundo já viu Tropa de Elite, parece até carne-de-vaca também fazer comentários. No entanto, devo dizer, que fiquei mais estarrecido com algumas das críticas e entrevistas sobre o filme do que surpreendido com a produção em si. Ainda que o diretor José Padilha negue que seja uma adaptação de Elite da Tropa, livro do ex-Bope Rodrigo Pimentel, este co-assina o roteiro. No mínimo, o que se pode concluir é que Tropa de Elite é uma obra de ficção com os dois pés calcados na realidade. Tanto a ponto de, dizem, o governador do Rio de Janeiro ameaçar processar seus realizadores caso alterações não fossem feitas na obra.
Fiquei estarrecido em muitas das críticas e reportagens dizendo que neste filme os traficantes são tratados como bandidos e os policiais como mocinhos. Até Alberto Pinheiro Neto, comandante do BOPE, afirmou em entrevista à Época (Ed. 491) que o capitão Nascimento (personagem de Wagner Moura no filme) virou herói. Herói? O que eu vi nos 118 minutos de projeção foi uma demonstração de como a sociedade está um caos. Da polícia comum corrupta, a intransigência do BOPE, passando pelos esquemas do sistema. O herói Capitão Nascimento mata primeiro e atira depois, tortura para obter as informações que se quer e até faz Jack Bauer parecer maricas.
Acredito que muitos afirmarão que para proteger a sociedade isso se faz necessário. Não concordo com isso, mas nas “atuações” do capitão Nascimento, que sociedade ele estava protegendo? Subindo o morro para salvar policiais que foram pegar propina e matar um policial que tentou passar por cima do esquema da corporação? Na segunda vez que sobe o morro é por arrependimento de ter deixado um moleque fogueteiro ser assassinado por sua causa. Na terceira é para vingar a morte daquele que seria seu substituto, que só morreu pela arrogância do companheiro (André Matias), que fez questão de se passar por mocinho em favela dominada pelas drogas. Wagner Moura construiu um personagem humano, mas não herói. E me assustou ver cidadãos chamando-o de herói, quando na verdade só agiu para satisfazer seu ego.
Uma outra coisa que chamou atenção foi, derivada das incursões da polícia na favela, é que os policiais culpam a burguesia de financiar o tráfico. De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas divulgado esta semana 62% do consumo de drogas é da chamada Classe “A”. No entanto, o filme não mostra (e, acredito que propositalmente) os problemas sociais advindos do tráfico a não ser a guerra entre traficantes e policiais. Estes querendo proteger quem? Ninguém aparece pedindo proteção do tráfico. Aparecem apenas comerciantes pagando propina a policiais contra roubos e furtos. E sempre que a polícia sobe o morro é movida por motivos particulares, não pelo bem da sociedade, como tanto apregoa o capitão Nascimento.
E ele, que queria sair do BOPE para se dedicar ao seu bebê que acabara de nascer, mostra que seu perfil intransigente também se aplica à família. Por amor a esposa ou para diminuir o stress, só sossega, ao que parece, quando encontra um substituto à altura. Movido por motivos vingativos, torna violento o único personagem que se aproximava do perfil de um mocinho no filme: André Matias.
Enfim, Tropa de Elite é um filme muito interessante. Mas achei surpreendente mesmo o que Tropa de Elite deixou passar nas entrelinhas. Só não viu quem não quis.
Nota 08
A Corporação
O documentário canadense de Mark Achbar, Jennifer Abbott e Joel Bakan é um curso sobre como as grandes corporações (IBM, Dysney, McDonalds, Monsanto, Pfizer, Pirelli e outras tantas) surgiram e cresceram no mundo, se tornando ou concorrente ou maior que os Estados. Obrigatório para quem sente que nós, como cidadãos, somos manipulados pelo marketing destas grandes empresas. Longe de ser panfletário, A Corporação, lançado em 2004 no Canadá e EUA e em 2005 no Brasil, demorou quase uma década para ser feito e o seu principal mentor é Joel Bakan, um renomado professor de direito da Universidade de Columbia que também lançou um livro com o mesmo nome, infelizmente ainda sem tradução para o português.
Para o documentário, foram entrevistados famosos defensores do corporativismo do mundo empresarial, como Peter Drucker, os CEOs de indústrias como Pfizer, jornalistas que tentaram denunciar a monstruosidade da Monsanto além, é claro, de respeitados anti-corporativismo como Michael Moore, Noam Chomski e Vandana Shiva. Uma grande sacada dos realizadores foi fazer uma comparação das corporações com a mentalidade de um psicopata: que tem incapacidade de seguir leis, só visa o benefício própria, mente para obter vantagens etc.
Entre as boas histórias que tem em “A Corporação” está a de como elas cresceram nos Estados Unidos, quando iniciaram eram altamente regulamentadas pelo Estado: se aproveitando da 14ª emenda, criada para tentar garantir igualdade de direito entre todas as pessoas, após a libertação dos escravos naquele país. Advogados sacanas de corporações entraram na Justiça alegando que as pessoas jurídicas (legal people, em inglês) também poderiam ter esses direitos. E não é que a Corte Americana, em 1890, topou?
Outras histórias se referem como a IBM (de Nova Iorque e não só da sua subsidiária alemã) serviu aos nazistas, de como a Coca-Cola inventou a Fanta Laranja para vender na Alemanha nazista sem macular sua imagem nos EUA. E também a incrível história de como a Monsanto já comprava as mídias americanas. E não é sobre os transgênicos ou sobre as sementes terminator a denúncia.
Depois de ver A Corporação você irá se sentir muito incomodado. E vai olhar as grandes empresas com outros olhos. Se isso não acontecer, é porque a alienação já destruiu seu cérebro e seu poder de reflexão.
Se você gostar do documentário, vale a pena ver também: Roger e Eu, Farhneith 11/09, Tiros em Columbine (de Michael Moore), Enron – Os mais espertos da sala, Supersize Me, A Revolução não Será Televisionada e A Carne é Fraca (único representante nacional que me vem a mente).
Radiohead e a pirataria
A banda inglesa tentou fazer um golpe de marketing excelente contra a pirataria. Antes mesmo do lançamento oficial do novo álbum In Rainbows (previsto para 03 de dezembro), é possível baixá-lo pelo site www.inrainbows.com . O combate à pirataria está na novidade é que você estipula o preço que quer pagar pelo download. Como meu bolso está numa crise nihilista, eu coloquei 0,00 libra. E acabei de baixar o CD. Muito bom, aliás. Não tanto quanto Ok, Computer ou The Bends, mas superior ao Kid A, Amnesiac e o menosprezado Hail to the Thief. Segundo fontes oficiais já foram realizados mais de um milhão de downloads. E pelo que se sabe, mais de 500 mil cópias piratas também foram baixadas pela internet. Se nem baixar de graça evita a pirataria, é um mal sinal.
Vale ressaltar que não sou de todo contra a pirataria, tendo em vista os preços abusivos que custam um CD ou um DVD, mas como posso ter de graça uma cópia original (sic!) então não vejo razão de piratear.
E até me deu vontade de comprar o CD quando lançado. Um dos fatores é porque ele será duplo. E no site só é possível baixar o disco 1. Outra novidade interessante é que para os fiéis ao vinil, o disco 1 também terá esse formato. Não sei se venderão no Brasil, mas é possível comprar pelo mesmo site do Radiohead.
Ok, YouTube
Tá bom, demorou. Mas caí nas graças do tal YouTube. Ainda não navego no dito cujo procurando vídeos mas sempre que um amigo indica algo eu vou atrás. Aliás, o primeiro vídeo que eu vi foi da Daniela Cicarelli nhanhando com seu namorado. Achei um porre. Até novela das seis tem cenas mais interessantes. Mas aí veio o vídeo inspirado do bom amigo Elton Rivas (link abaixo), recomendações do Protásius Terríficus e os meus (raros) acessos ao site Kibe Loco. E claro, também não podia deixar de citar a repercussão do incidente ocorrido com o Greenpeace e a Opan em Juína no final de agosto.
Segue abaixo uma seleção preguiçosa de três vídeos bacanas para se ver no YouTube
Zelda Merda Willian Wack troca nome de repórter ao vivo no Jornal da Globo
Tenho Interpretação inspirada de música de Sidney Magal
Zodíaco
David Fincher parece não ser mais aquele de Clube da Luta ou Seven. Assim como o bom, mas não memorável O Quarto do Pânico, seu tão aguardado Zodíaco, envolve, mas não é um soco na cara como os dois primeiros citados. Pode não ser excepcional, mas continua valendo a pena.
Vale ressaltar que recentemente vi um filme chamado O Zodíaco, made for TV, que atrapalhou um pouco meu interesse na trama. Vale dizer também que a direção de Fincher continua espetacular, ao fazer com que 158 minutos de filme passem numa velocidade boa. E é claro que a atuação de Robert Downey Jr, como o repórter do jornal “San Francisco Chronicle” e de Jake Gyllenhaal (o novo queridinho de Hollywood) como o cartunista Robert Graysmith, são excelentes e até dispensa um pouco da canastrice de Mark Ruffalo, como um dos detetives que investiga o crime.
Inspirado no livro de Robert Graysmith (sim, é baseado em uma história mais do que real e o assassino nunca foi pego) tem como seu maior mérito mostrar como um assassino se transformou um ícone cultural no início da geração pop americana. O fascínio que o vilão exerceu sobre quem o perseguia e a população em geral, e como soube manipular a mídia é quase enlouquecedor. Nos vários anos em que supostamente Zodíaco atacou, várias centenas de pessoas foram à polícia ou a TV afirmando conhecer ou ser o serial killer. Malucos de plantão querendo aparecer na mídia como O Assassino. Doido, não? Tanto é que boa parte dos personagens deste filme e do made for TV mostram o quão cruel foi correr em círculos para tentar capturar o Zodíaco. Absurdamente delirante.
Nota 7,5
MT sediará o 3º Congresso de Jornalismo Ambiental
Rios Vivos - O próximo encontro entre ambientalistas, ecojornalistas, cientistas e autoridades da área ambiental será na capital do Mato Grosso, Cuiabá. A decisão foi aprovada em plenária durante o 2º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, sediado em Porto Alegre/RS neste mês de outubro. A organização do evento posterior, em 2009, será coordenada pelo NEM – Núcleo de Ecojornalistas dos Matos, composto por profissionais de comunicação dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O NEM foi criado em outubro de 2005, durante o I Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental com objetivo de fazer uma conexão entre os biomas existentes nos dois Estados brasileiros e fomentar a divulgação de informações voltadas à formação de indivíduos críticos frente ao avanço da degradação ambiental nestas regiões.
Comunicação ambiental O aumento das pressões econômicas como a produção de biocombustíveis, soja e outras monoculturas, a expansão da pecuária e a crescente demanda por ferro e aço que resultam nos desmatamentos de florestas para produção de carvão vegetal para siderúrgicas, são ameaças à conservação do Pantanal e Cerrado.
Apesar disso, existe pouca inserção de informações sobre essas questões nas mídias locais. De acordo com a jornalista do NEM, Patrícia Zerlotti, “a realização do Congresso no Mato Grosso irá contribuir para o aumento da produção e difusão de informações que fortaleçam iniciativas de conservação, desenvolvimento sustentável e educação ambiental em toda região Centro-Oeste”.
Simpsons, o Filme
“Quem é burro o bastante para pagar por algo que se vê de graça na TV?” A indignação proferida por Homer no início do filme é uma pergunta que quem assistiu o longa realmente se fez. O filme não é ruim, muito pelo contrário, mas é um pouco mais do que um episódio estendido da série. Pra quem gosta da série e quer um passatempo, é uma legítima desculpa para se divertir. Se pensou numa aventura maior, que contasse, por exemplo, o início da família Simpsons, como é comum em adaptações da TV e HQs para o cinema, pode se decepcionar. Se bem que é na mesmice que reside a força da família que reflete , com pouco exagero, a típica família estadunidence. D’Oh.
Simpsons, o Filme - Vozes na versão original de: Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, Harry Shearer, Hank Azaria, Pamela Hayden, Tress MacNeille. Dirigido por: Matt Groening - 90 min – desenho animado
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